Em 2017, segundo o relatório do SisEmbrio da ANVISA, 2 serviços do Pará realizaram 334 ciclos e congelaram 597 embriões. São os números por estado mais recentes que pudemos abrir; a ANVISA publica dados mais novos em painel no seu site.
O SisEmbrio, da ANVISA, registra a produção de embriões dos serviços de reprodução assistida. Para o Pará, o relatório de 2017 traz:
| Dado | Número | Ano dos dados |
|---|---|---|
| Serviços que informaram produção de embriões (BCTGs) | 2 | 2017 |
| Ciclos realizados | 334 | 2017 |
| Óvulos (oócitos) produzidos | 2.786 | 2017 |
| Embriões congelados | 597 | 2017 |
| Taxa média de fertilização (média nacional: 76%) | 79% | 2017 |
Fonte: 11º Relatório do SisEmbrio (ANVISA), dados de 2017.
Em 2017, o Pará teve o maior número de ciclos da região Norte entre os estados com dados no relatório (334, contra 113 no Amazonas e 67 no Tocantins). A taxa de fertilização (79%) ficou acima da média nacional de 76%. A taxa de fertilização é um indicador de laboratório (quantos óvulos foram fertilizados), não a chance de gravidez por ciclo.
O estudo da UNFPA Brasil (2024) contou 5 clínicas de reprodução assistida em toda a região Norte.
A ANVISA publica dados mais recentes do SisEmbrio em painéis interativos no seu site; consulte-os antes de decidir, porque os números por estado citados aqui são antigos.
Nenhum serviço público de reprodução assistida no Pará, nem em outro estado do Norte, aparece nas listas da UNFPA Brasil (2024) e da Agência Brasil (maio de 2023). As duas fontes divergem: a Agência Brasil (2023) contou 10 centros no SUS, 4 deles totalmente gratuitos; a UNFPA (2024) listou 11 serviços públicos e registrou que, segundo especialistas, só 2 são inteiramente públicos.
Se pensar em buscar atendimento público em outro estado, pergunte ao serviço e à Secretaria de Saúde do seu estado se pacientes de fora são aceitos e como funciona o encaminhamento.
Os dados deste quadro são antigos e as regras mudam. Confirme tudo com a clínica, com a Secretaria de Saúde e, se for o caso, com o seu plano.
Com poucos serviços na região, não adiar a avaliação é ainda mais importante. O livro dá o prazo por idade:
| Idade | Tempo tentando antes de avaliar |
|---|---|
| Abaixo de 30 anos | 12 meses |
| 30 a 34 anos | 12 meses |
| 35 a 37 anos | 6 meses |
| 38 a 40 anos | 6 meses |
| 41 a 42 anos | 3 meses |
| 43 anos ou mais | Avaliação imediata |
Fonte: Mapa do Positivo, Estação IV, Capítulo 29.
Há casos em que não se deve esperar esse prazo: ciclos ausentes por 3 meses ou mais, ciclos muito irregulares, 2 ou mais abortos espontâneos seguidos, diagnóstico prévio de endometriose ou SOP, gravidez ectópica anterior ou câncer tratado com quimioterapia, entre outros que o livro lista.
Os prazos por idade abrem a Estação IV do Mapa do Positivo, no Capítulo 29, com a lista de situações em que não se deve esperar. O livro segue com o roteiro para escolher o médico, a escada de tratamentos e a FIV sem mistério.
Use 30 dias. Se não trouxer mais clareza do que tudo o que você leu de graça até agora, peça o reembolso e você recebe cada centavo de volta. Não podemos prometer uma gravidez. Podemos prometer que você não vai mais tentar no escuro.
Referências: 11º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões, SisEmbrio (ANVISA), dados de 2017 (2018-02-21) · Reprodução Assistida e direitos: panorama, desafios e recomendações para políticas públicas no Brasil (UNFPA Brasil) (2024) · SUS pode ser esperança para mulheres que sonham ser mães (Agência Brasil) (2023-05-14) · STJ Tema 1067 (resumo da tese em tesesesumulas.com.br) (2021-11-30)