Em 2017, 15 serviços do Paraná informaram ao SisEmbrio, da ANVISA, 2.305 ciclos e 2.631 embriões congelados. São os números por estado mais recentes que pudemos abrir; a ANVISA publica dados mais novos em painel. Nenhum serviço público paranaense aparece nas listas nacionais.
O relatório do SisEmbrio com dados de 2017 colocou o Paraná entre os estados com mais serviços:
| Dado | Número | Ano dos dados |
|---|---|---|
| Serviços que informaram produção de embriões (BCTGs) | 15 | 2017 |
| Ciclos realizados | 2.305 | 2017 |
| Óvulos (oócitos) produzidos | 17.679 | 2017 |
| Embriões congelados | 2.631 | 2017 |
| Taxa média de fertilização (média nacional: 76%) | 71% | 2017 |
Fonte: 11º Relatório do SisEmbrio (ANVISA), dados de 2017.
O Paraná tinha mais serviços que o Rio Grande do Sul em 2017 (15 contra 8), mas congelou menos da metade dos embriões (2.631 contra 5.585). A taxa de fertilização (71%) ficou abaixo da média nacional de 76%. A taxa de fertilização é um indicador de laboratório (quantos óvulos foram fertilizados), não a chance de gravidez por ciclo. Um número médio por estado não diz nada sobre uma clínica específica.
O estudo da UNFPA Brasil (2024) contou 37 clínicas no Sul.
A ANVISA publica dados mais recentes do SisEmbrio em painéis interativos no seu site; consulte-os antes de decidir, porque os números por estado citados aqui são antigos.
Nenhum serviço público de reprodução assistida no Paraná aparece nas listas da UNFPA Brasil (2024) e da Agência Brasil (maio de 2023). No Sul, os dois serviços listados ficam em Porto Alegre: o Hospital de Clínicas e o Hospital Fêmina, onde, segundo a Agência Brasil (2023), as pacientes pagavam a medicação.
Se pensar em buscar atendimento público em outro estado, pergunte ao serviço e à Secretaria de Saúde do seu estado se pacientes de fora são aceitos e como funciona o encaminhamento.
Os dados deste quadro são antigos e as regras mudam. Confirme tudo com a clínica, com a Secretaria de Saúde e, se for o caso, com o seu plano.
Com quinze serviços no estado já em 2017, ouvir mais de um especialista é viável. O livro diz quando vale a segunda opinião:
Como fazer, segundo o livro: peça cópia de todos os exames e relatórios, agende com outro especialista, apresente o caso de forma neutra, sem abrir com o diagnóstico anterior, e veja a abordagem proposta do zero. Trocar de médico quando necessário é cuidado consigo mesma, não fracasso.
A segunda opinião é parte do Capítulo 31 do Mapa do Positivo, sobre como escolher o médico certo. A Estação IV também traz os prazos por idade para procurar especialista, a escada de tratamentos e a FIV explicada fase por fase.
Use 30 dias. Se não trouxer mais clareza do que tudo o que você leu de graça até agora, peça o reembolso e você recebe cada centavo de volta. Não podemos prometer uma gravidez. Podemos prometer que você não vai mais tentar no escuro.
Referências: 11º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões, SisEmbrio (ANVISA), dados de 2017 (2018-02-21) · Reprodução Assistida e direitos: panorama, desafios e recomendações para políticas públicas no Brasil (UNFPA Brasil) (2024) · SUS pode ser esperança para mulheres que sonham ser mães (Agência Brasil) (2023-05-14) · STJ Tema 1067 (resumo da tese em tesesesumulas.com.br) (2021-11-30)