O fator tubário é uma obstrução parcial ou total das trompas de Falópio, que impede ou dificulta o encontro entre óvulo e espermatozoide. A causa principal é o histórico de doença inflamatória pélvica por DSTs não tratadas, especialmente clamídia. O tratamento pode ser a cirurgia tubária em casos selecionados, mas a FIV é frequentemente o caminho mais direto.
Quando a fertilização acontece, ela ocorre na trompa de Falópio, não no útero. Uma trompa capaz de captar o óvulo é uma das sete coisas que precisam funcionar em sequência para a gravidez acontecer, e o óvulo fertilizado depois desce pela trompa em direção ao útero, um trajeto de 5 a 7 dias.
A histerossalpingografia (HSG) é um exame radiológico em que contraste é injetado no útero e nas trompas. Mostra se as trompas estão pérvias (abertas) e identifica alterações na cavidade uterina. É realizada entre o 7º e o 12º dia do ciclo, após a menstruação e antes da ovulação.
Numa investigação sem red flags, a HSG costuma vir nos meses 2 a 3, e o livro é claro: não pule. Quando há forte suspeita clínica, a laparoscopia diagnóstica (cirurgia minimamente invasiva sob anestesia geral) permite ver e tratar aderências e endometriose.
O livro diz para procurar especialista imediatamente, sem esperar 12 ou 6 meses de tentativas, se você tem:
Uma gravidez ectópica anterior aumenta o risco de novas ectópicas e pode indicar lesão tubária, então a próxima gestação precisa de acompanhamento precoce. No início da gravidez, dor abdominal lateralizada e intensa, sangramento vaginal escuro, dor no ombro ou tontura com palidez e taquicardia pedem avaliação imediata. Em caso de suspeita de ectópica, não espere a próxima consulta: vá direto a um pronto-socorro com serviço de ginecologia.
Quanto ao tratamento, a cirurgia tubária é uma opção em casos selecionados. Na FIV, os óvulos são fertilizados em laboratório e os embriões são transferidos ao útero, e o livro a aponta como frequentemente o caminho mais direto no fator tubário. Qual se encaixa no seu caso é uma decisão para tomar com seu especialista.
O fator tubário é o diagnóstico número 4 do Capítulo 33 do Mapa do Positivo, na Estação IV (Sinais). Essa estação também cobre cada exame da investigação avançada, as red flags que não devem esperar, a escada de tratamentos e um guia da FIV fase por fase. A Estação V cobre depois as primeiras semanas após o positivo, incluindo os sinais de alerta do primeiro trimestre.
Use 30 dias. Se não trouxer mais clareza do que tudo o que você leu de graça até agora, peça o reembolso e você recebe cada centavo de volta. Não podemos prometer uma gravidez. Podemos prometer que você não vai mais tentar no escuro.
Referências: ESHRE Guideline on Ectopic Pregnancy (2020).