Os testes de ovulação leem o LH, não a ovulação em si, então falham quando o LH está alto ou alterado por outros motivos. O caso principal é a SOP, que frequentemente dá falso positivo crônico. Eles também não são confiáveis na perimenopausa, após uso recente de clomifeno ou letrozol, após gravidez recente e em ciclos induzidos por estimulação hormonal.
Os testes de ovulação medem o nível de LH (hormônio luteinizante) na urina. Num ciclo típico, o LH sobe drasticamente em um pico que desencadeia a ovulação em 24 a 36 horas, por isso o positivo é um sinal útil. Mas o teste só enxerga o hormônio: ele não sabe se a ovulação realmente vem depois.
Por isso os testes são uma das fontes mais comuns de frustração de tentantes: muitas usam errado, ou em momentos errados, ou esperam deles algo que eles não fazem.
Mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) frequentemente têm níveis basais de LH cronicamente elevados. Isso significa que testes de ovulação podem dar positivo várias vezes no ciclo, sem que ovulação real esteja acontecendo.
Para a SOP, o livro é claro: temperatura basal mais muco são mais confiáveis que testes de LH. A temperatura confirma depois que a ovulação aconteceu de fato, e o muco mostra a janela se abrindo.
A SOP é o diagnóstico mais comum em mulheres em idade reprodutiva, afeta cerca de 8 a 13% delas, e um dos seus critérios é ter ciclos irregulares ou ausência de ovulação. Nos exames de sangue, a relação LH/FSH na SOP fica frequentemente acima de 2. É justamente o cenário em que uma tira positiva prova menos.
Nessas situações, o livro considera os testes não confiáveis. O muco cervical e a temperatura basal, vistos nos capítulos anteriores, não dependem de ler o LH na urina.
Quando um positivo deixa dúvida, a temperatura responde depois: um salto sustentado de 0,3°C ou mais, mantido por 3 dias consecutivos, confirma que a ovulação aconteceu. Um gráfico sem nenhuma mudança bifásica é um dos sinais de ciclo sem ovulação.
Um ciclo anovulatório de vez em quando é normal, mesmo em mulheres saudáveis. Vários consecutivos merecem investigação médica.
Esses limites fazem parte do Capítulo 17 do Mapa do Positivo, na Estação II (Sintonia), junto com o dia de início pela duração do ciclo, os 6 erros que invalidam o teste e uma comparação honesta dos tipos de teste. A Estação II também ensina os sinais que funcionam quando os testes de LH não funcionam: o muco cervical e a temperatura basal. A Estação III (Otimização) volta à SOP com o mioinositol no capítulo de suplementação. A Estação IV (Sinais) trata a SOP entre os 8 diagnósticos mais comuns.
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